Publicado em: 15/03/2017 às 14:18hs
Por: Webmaster
Avicultores de Goiás fazem seleção genética
a partir do galo índio de briga, cruzam esses animais com alguns
tipos de galinha caipira tradicional e obtêm como resultado uma
linhagem boa de carne, rústica, resistente e mais precoce que o
frango caipira. Segundo os criadores, nos próximos cinco anos a
genética do índio gigante, este é o seu nome, deverá
estar presente em 100/o dos criatórios goianos.
Mais carne e ovos em menos tempo. Basicamente, quando comparada à
galinha caipira comum, são essas as principais vantagens de uma
linhagem de frangos que vem sendo desenvolvida em Goiás: o índio
gigante. Trata-se de um trabalho de seleção genética
iniciado nos anos 80 a partir dos conhecidos galos de briga. O resultado
são aves que medem cerca de um metro da ponta da unha do dedo maior
à ponta do bico e, por volta dos 130 dias, já estão
prontas para o abate, com peso vivo médio que vai de 2,5 quilos
(fêmeas) a 3 quilos (machos). Os machos adultos podem chegar a pesar
oito quilos.
“Chamamos o índio gigante de nelore da galinha, pois serve
como base para o desenvolvimento genético, aumentando o tamanho
e a produtividade da galinha caipira. Não é uma linhagem
própria para a postura, mas já é melhor que a caipira.
A origem do índio gigante está intimamente ligada aos criatórios
de aves combatentes. Na verdade, a linhagem é resultado do cruzamento
de animais maiores que comumente nasciam, e, por não servir para
a rinha, eram descartados.
Percebendo que esses animais poderiam ser aproveitados numa linhagem para
corte em função de características desejáveis
como massa muscular avantajada, resistência e rusticidade, e também
com pena das aves que, depois de criadas com carinho, eram postas para
brigar, Manoel Barbosa, criador no município goiano de Aragoiânia,
resolveu experimentar o cruzamento com galinhas caipiras comuns, como
a carijó e a amarelo primor.
Surgiu, então, o índio gigante, cujo nome original, aliás,
era caipira gigante. Barbosa explica que no início as pessoas perguntavam
sempre que tipo de índio era aquele, dada a semelhança com
o galo de briga. “Como as explicações teriam de ser
muito longas, para facilitar passamos a chamá-lo de índio
gigante”.
É bom frisar que, com tipos de caipiras que possuem muita pena,
pernas curtas ou são nanicas, as experiências não
deram tão certo. Além disso, para firmar os resultado de
hoje, com um padrão mais ou menos definido, foram necessários
três cruzamentos com raças caipiras. Do galo de briga o índio
gigante herdou características como o peito mais cheio e a plumagem;
da galinha caipira, as maiores vantagens transmitidas foram a altura e
o temperamento dócil.
Barbosa começou seus experimentos há cerca de 25 anos e
até hoje nunca teve notícia de experiências semelhantes
com o cruzamento dessas raças no país. De cinco anos para
cá, no entanto, os trabalhos têm-se desenvolvido sobre bases
mais sólidas; muito em função do crescimento do número
de interessados em produzir matrizes ou simplesmente melhorar seu plantel
de galinhas caipiras, aumentando o rendimento e diminuindo o tempo de
terminação.
O presidente da Alltech, Pearse Lyons, referindo-se à indústria,
exemplifica bem este conceito: “No passado, a regra era: a indústria
produz o que quer e o consumidor compra; hoje, o consumidor pede e nós
temos de produzir sob pena de falir”. O mercado quer qualidade,
e produzir com qualidade, seja grão ou carne, requer investimento
em tecnologia. Não ha mais lugar para aventuras..
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Fonte: Site Galo Índio Gigante
Galo Índio Gigante - www.galoindiogigante.com.br - Site oficial do criador Manoel Barbosa | Fale com o criador